Não há nada do que é característico do Vaticano II que seja irrevogável?
Citações importantes sobre o empenho ecumênico:
"Tende a bondade de dizer, àqueles que representais e a todos, que o esforço da Igreja católica no movimento ecuménico — tal como foi solenemente expresso no Concílio Vaticano II — é irreversível."
(Às Delegações das Igrejas Cristãs não Católicas, 22 de outubro de 1978)
"Isto, por si só, é um sinal do nosso compromisso ecumênico, assim como os diálogos nacionais e locais que mencionou, nos quais, sob a orientação dos bispos e em conformidade com as diretrizes do Decreto sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II, os católicos têm desempenhado o seu papel na discussão do Batismo, da Ceia do Senhor e do ensinamento da Igreja. É motivo de alegria encontrarmo-nos mais próximos do que nunca uns dos outros na oração e no diálogo. A Igreja Católica está irrevogavelmente comprometida com a vocação ecumênica. Disso não há dúvida. Com toda a ênfase possível, quero assegurar-lhes — como tenho feito repetidamente desde o dia da minha eleição como Pastor Supremo da Igreja Católica — que o ecumenismo é e continua sendo uma prioridade fundamental na vida da nossa Igreja. E é com essa certeza do compromisso da Igreja Católica com a fidelidade à Palavra de Deus que lhes peço que expliquem qualquer decisão individual que possa parecer contradizer esse compromisso."
(Incontro con gli esponenti delle diverse confessioni cristiane, 13 maggio 1985)
(Incontro con gli esponenti delle diverse confessioni cristiane, 13 maggio 1985)
"Desejo reafirmar que a Igreja Católica está comprometida com o movimento ecumênico com uma decisão irrevogável e que deseja contribuir para ele com todas as suas possibilidades. E para mim, Bispo de Roma, isso constitui uma das prioridades pastorais. É uma obrigação que devo cumprir de modo particular, precisamente em virtude da responsabilidade pastoral que me é própria. Este movimento é inspirado pelo Espírito Santo, e considero-me profundamente responsável por ele."
(Al Sacro Collegio dei Cardinali, 28 giugno 1985; OBS: o grifo em itálico neste caso é do próprio texto)
"Considero este encontro ecumênico não um ato de mera formalidade, mas sim um momento de grande importância no caminho que o próprio Senhor indicou aos seus discípulos quando orou para que fossem um, assim como Ele e o Pai são um (cf. Jo 17,21-23). Uma das razões das muitas viagens pastorais que tenho realizado durante o meu pontificado é reafirmar que a Igreja Católica está comprometida com o movimento ecumênico com uma decisão irrevogável e que deseja contribuir para ele com todas as suas possibilidades. Um aspecto fundamental da minha missão como Bispo de Roma é estar ao serviço da unidade. É, portanto, minha sincera esperança que esta visita à Hungria promova e incentive as relações ecumênicas entre os cristãos."
(Viaggio Apostolico in Ungheria: Durante la celebrazione ecumenica di preghiera con i rappresentanti delle comunità protestanti e ortodosse ungheresi a Debrecen, 18 agosto 1991; OBS: o grifo em itálico neste caso é do próprio texto)
"3. A restauração da comunhão em plena unidade, que buscamos, exige um compromisso compartilhado com a tarefa ecumênica. Não posso enfatizar suficientemente o quanto esse compromisso se tornou parte irrevogável da vida da Igreja Católica. O Concílio Vaticano II estabeleceu sua direção em seu histórico decreto sobre o ecumenismo, em 1964. Nosso novo Código de Direito Canônico buscou aplicar o ensinamento conciliar, afirmando mais uma vez que “pela vontade de Cristo” a Igreja está comprometida em promover a restauração da unidade entre todos os cristãos (cf. Codex Iuris Canonici , cân. 755, §1 ). Além disso, deixa claro que é dever do bispo que promove o ecumenismo tratar com humanidade e caridade aqueles que não estão em plena comunhão conosco (cf. Codex Iuris Canonici , cân. 383, §3 ). O Sínodo Extraordinário dos Bispos, em 1985, observou que “o ecumenismo se inscreveu profunda e indelévelmente na consciência da Igreja” (Synodi Extr. Episc. 1985, Relatio Finalis , II, C, 7)."(Incontro ecumenico nella Sala di Re Cristiano IV del Castello di Akershus di Oslo in Norvegia, 1° giugno 1989)
"5. Sabemo-lo bem: a unidade que procuramos é antes de mais dom de Deus. Contudo, estamos conscientes de que o apressar-se da hora da sua plena realização também depende de nós, da nossa oração, da nossa conversão a Cristo.Santidade, no que me diz respeito, desejo confessar que sempre me deixei guiar pelo caminho da busca da unidade, como por uma bússula segura, pelo ensinamento do Concílio Vaticano II. A Carta encíclica Ut unum sint, publicada poucos dias antes da memorável visita de Vossa Santidade a Roma em 1995, reafirmava precisamente quanto o Concílio tinha enunciado no Decreto sobre o ecumenismo Unitatis redintegratio, do qual este ano se celebra o quadragégimo aniversário de promulgação.
Tive várias vezes a ocasião de realçar, em circunstâncias solenes, e recordo-o também hoje, que o compromisso assumido pela Igreja Católica com o Concílio Vaticano II é irrevogável. A ele não podemos renunciar!"
(29 de junho de 2004, Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo - Homilias do Papa João Paulo II e do Patriarca Bartolomeu I)
"A "Semana" desenvolve-se a poucos meses de distância do quadragésimo aniversário da promulgação do Decreto do Concílio Vaticano II Unitatis redintegratio, texto-chave que inseriu a Igreja Católica firme e irrevogavelmente no sulco do movimento ecuménico."
(Audiência Geral de 19 de janeiro de 2005)
(Audiência Geral de 19 de janeiro de 2005)
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